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Governança de dados

Governança de dados é o conjunto de políticas, processos e papéis que garante que os dados de uma organização sejam confiáveis, seguros e usados de forma responsável. Ela responde a perguntas como: quem é dono de cada dado? Quem pode acessá-lo? Como garantir que esteja correto e protegido?

Dado ruim leva a decisão ruim. A qualidade é medida por dimensões como:

  • Precisão: o dado reflete a realidade.
  • Completude: não há campos faltando.
  • Consistência: o mesmo dado não se contradiz entre sistemas.
  • Atualidade: o dado está atualizado.
  • Unicidade: não há duplicatas.

A governança define responsáveis claros pelos dados:

  • Data Owner (proprietário): responde pelo dado e pelas regras de uso de uma área (geralmente um gestor de negócio).
  • Data Steward (curador): cuida da qualidade e do uso correto no dia a dia.
  • Data Custodian (custodiante): cuida da parte técnica (armazenamento, backup, segurança) — normalmente da TI.

No Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados — Lei 13.709/2018) regula o tratamento de dados pessoais. Pontos essenciais:

  • Dado pessoal: qualquer informação que identifique uma pessoa.
  • Dado sensível: categoria especial (saúde, religião, biometria, etc.), com proteção reforçada.
  • Titular: a pessoa a quem os dados se referem; tem direitos como acesso, correção e exclusão.
  • Bases legais: o tratamento só é permitido com justificativa (consentimento, obrigação legal, etc.).
  • ANPD: a Autoridade Nacional de Proteção de Dados fiscaliza o cumprimento.

O mais conhecido é o DAMA-DMBOK (Data Management Body of Knowledge), que organiza a gestão de dados em áreas como qualidade, segurança, metadados e arquitetura. Serve de referência para estruturar a governança.